Mamy Antenada: Adoção - A Escolha do Perfil

Adoção - A Escolha do Perfil

Olá Pessoas!!


A escolha do perfil foi uma das partes mais difíceis do processo, acho que empatou com a ansiedade da espera, no primeiro lugar, mas como estávamos no começo do processo eu ainda não sabia que teria essa disputa acirrada entre essas duas etapas.
Pois bem, quando fui a Vara de Infância e Juventude de Florianópolis saber sobre o que era necessário para darmos entrada no processo recebi um papel para ser preenchido que incluía, alem dos dados pessoais, algumas das características da criança pretendida. Era uma previa das características, como: sexo, idade, etnia, se aceitava grupo de irmãos, crianças portadoras de necessidades especiais, doenças tratáveis ou não...
Tive muita dificuldade no preenchimento desse papel, meu coração apertava, parecia que estava escolhendo uma mercadoria, e claro, eu não poderia preencher ele sozinha, meu marido também teria que dar a opinião dele, pois teríamos esse filho juntos.
Então cada item foi conversado, analisado e algumas vezes cedido por uma das partes (quando não chegávamos num consenso).
E a cada item me perguntava: "Engravidando eu escolheria?". Claro que não, aceitaria o que Deus me enviasse, não é?!
Esse perfil primeiramente traçado seria conversado posteriormente durante a fase de entrevistas com a Psicóloga e Assistente Social, e nada impede de ser modificado.
Lembro-me muito bem que, quando preenchemos, colocamos o limite de idade de 2 anos, grupo de irmãos, poderiam ser gêmeos, doenças tratáveis e HIV com possibilidade de negativar, sem distinção de etnia e sexo.
Quando fomos chamados para a entrevista com a AS, quase 2 anos depois (siiiiimmm, demorou horrores! Foi aí que a ansiedade empatou com a escolha do perfil), ampliamos a idade para até 5 anos (que para o sistema do CNA é: 4 anos e 11 meses).
Apesar de termos residencia em Florianópolis, fizeram um terrorismo danado quando mudamos de cidade (vale lembrar que mudamos para uma cidade "colada" em Floripa), e nos obrigaram a mover o processo de comarca. Nos disseram que a juíza poderia indeferir a Adoção quando nos chamassem, se soubessem que tínhamos nos mudado e não transferido o processo!
Pois bem, mais de 1 ano de espera para a transferência de comarca e mais uma mudança no perfil, e apesar de já estarmos habilitados, nos exigiram mais uma entrevista com a Psicóloga.
Como já estávamos a muito tempo lendo, estudando e conversando com outras famílias sobre Adoção resolvemos ampliar mais uma vez o perfil, agora para crianças até 8 anos de idade.
Mesmo assim nosso telefone não tocou!!
Marcos chegou com 11 anos, idade que não estava no nosso perfil, mas eu sabia que ele era o nosso filho, chegou através da busca ativa, e como eramos habilitados para irmãos, Erica, por ser sua irmã biológica, também veio.
Alguns juízes, militantes da causa da adoção e buscando o melhor para as crianças, abrem algumas exceções, no nosso caso, a idade de uma das crianças.
Eles são amparados por uma equipe técnica maravilhosa que acompanham os casais antes e depois da guarda e inserção na nova família. O que é maravilhoso e essencial para todos!
Então o que eu aconselho é: escute seu coração, leia, informe-se, se puder participe de Grupos de Apoio a Adoção, para conversar com quem está passando por isso ou já passou!! 

2 comentários:

  1. Esse é um dos momentos em que a gente sente que a respiração quase pára. A gente pensa no hoje, no amanhã... Mas é um passo que depois de dado já pode dar forma, características físicas ao sonho, ao amor que vai chegar.

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    1. Siiimmm, é dificil mas necessário!!

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