Mamy Antenada: Quero ser Mãe!

Quero ser Mãe!

Olá Pessoas!!

Hoje compartilho o primeiro post da nova colaboradora do Blog Mamy Antenada - Raquel Ulbrich!
A Raquel foi minha colega de faculdade e naquela época penso que a maternidade não fazia muito parte dos nossos planos, ou melhor posso dizer, não era a prioridade naquele momento. Nos formamos em 2000 e trilhamos caminhos diferentes, nos reencontramos ha pouco tempo através das redes sociais e no primeiro encontro da nossa turma de Biologia da Univille (Universidade da Região de Joinville/SC).
Fiquei muito feliz quando ela se propôs a colaborar com o blog, sempre foi uma mulher autentica e "prafrentex".

E nesse dia 25 de Maio- Dia Nacional da Adoção- o Texto não poderia ser tão perfeito!

Seja bem vinda Raquel!

"Lembro quando nasceu nela a vontade de ser mãe. Parece que tudo que via remetia à bebês... as amigas ficavam grávidas, falavam que ela estava com cara de mãe, sonhava com bebês.

A menstruação atrasava um dia, e a ansiedade misturava-se com a felicidade. Mas a decepção vinha e só restava esperar. Lembra de ter escrito o que sentia na época: "se doer só mais um pouquinho eu paro de respirar". A coisa já a estava atingindo fisicamente. 
Pensaram, ela e o marido, que o filho poderia vir por adoção, era início de 2008. Moravam em São Paulo e depois de 4 meses entre reunir documentos e conversar com a assistente social, recebê-la em casa, finalmente estavam na fila. 
Ela disse  "vai demorar". 
Qual é o nome do imenso espaço vazio que existe entre o momento em que se sente o desejo de ter um filho (e descobre que você não pode decidir quando vai ser) e o momento em que ele chega? 
Cada mãe dá um nome à isso, algumas chamam de "espera", outras chamam de "ansiedade". Ela chamou de "dor". 
No início de maio de 2009 pode conferir o positivo no exame de sangue. A menina nasceu em dezembro daquele ano. Agora eram 3 na fila... esperando a chegada de mais alguém na família. 
Nesse tempo aconteceram muitas coisas e se mudaram para Santa Catarina, para dar uma melhor qualidade de vida para a filha. Onde ela pudesse brincar com mais liberdade e ainda ver o mar com mais frequência. 
Logo entrou em contato com o Fórum da cidade, atualizou os dados para que pudessem ser encontrados na ocasião da chegada da criança. Receberam um oficial de justiça que  trouxe um documento para assinarem e ele disse que estava tudo certo. 
Mas não estava!
Em setembro do ano passado descobriram que alguém arquivou o processo por engano. 
Pausa... 
Como explicar a indignação? 
Então em outubro fizeram o curso de habilitação para adoção e no mês passado foram reinseridos na fila. 
Quantas coisas poderiam ser ditas aqui... 
Quantas lágrimas, quanto tudo...  
É uma história com muitos capítulos."

Raquel Ulbrich - Mãe, Administradora do Lar, Bióloga e Estudante de Psicologia. 

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