Mamy Antenada: Os Quesitos avaliados para habilitação de Pretendentes à Adoção

Os Quesitos avaliados para habilitação de Pretendentes à Adoção

Olá Pessoal,
Numa dessas minhas andanças pela Internet em busca de informação sobre Adoção me deparei com esse site do Ministério Público do Paraná (link AQUI), e achei muito interessante esse texto para os Pretendentes à Pais Adotivos que estão em processo de habilitação, sobre: Os quesitos avaliados para habilitação de pretendentes à adoção
Sempre recebo vários emails perguntando como é o processo de avaliação pelos Psicólogos da Vara de Infância, e vale ressaltar que cada profissional atua de uma forma peculiar e também vai depender da comarca de sua residência. Por aqui, na época, não tivemos a entrevista com a psicóloga. A assistente social responsável pelo nosso processo fez toda a analise, e isso não foi empecilho para a algum entrave da Juíza para homologação da nossa habilitação (cada Juiz sabe a comarca que tem né?! rsrs).
Lembro-me muito bem da conversa agradável que tivemos com ela, numa sexta feira a tarde, e realmente foram abordados de forma bem tranquila os quesitos abaixo, que foram elencados pelo Psicólogo Fernando Luiz Menezes Guiraud, e compartilhado no site do Ministério Público do Paraná.
Então, para aliviar o coração dos gestantes do coração que passarão pela entrevista, esses são os quesitos abordados:
Quesitos para habilitação de pretendentes à adoção1
1. O(A) pretendente tem exata compreensão do que é adoção e suas conseqüências e implicações? Está ciente de que é irrevogável e irreversível?
2. Quais são as reais motivações do(a) pretendente? Os motivos alegados são idôneos e denotam preparo para as conseqüências e implicações presentes e futuras da adoção?
3. O(A) pretendente realmente acredita que a filiação adotiva é tão importante e digna quanto a filiação biológica?
4. O(A) pretendente faz alguma exigência quanto à faixa etária, sexo, aspecto físico e estado de saúde da(s) criança(s)/adolescente(s) que pretende adotar? Em caso positivo, qual a razão disto? Os motivos alegados são idôneos?
5. O(A) pretendente freqüentou curso preparatório à adoção e refletiu acerca da possibilidade de adoção de crianças e adolescentes maiores, grupos de irmãos, crianças e adolescentes com deficiência e/ou de origem étnica diversa? O que ele(ela) relata a respeito? Onde e quando o curso foi realizado, quem o promoveu e qual sua duração/carga horária?
6. O(A) pretendente tem adequada compreensão de que a adoção visa satisfazer necessidades (afetivas, sociais e materiais) do adotando, ao mesmo tempo em que concretiza o inalienável direito que o adotando tem à convivência familiar e comunitária?
7. O(A) pretendente reúne condições objetivas e subjetivas para se desincumbir adequadamente do dever de guarda da(s) criança(s)/ adolescente(s) que pretende adotar?
8. O(A) pretendente reúne condições objetivas e subjetivas para se desincumbir adequadamente do dever de educação da(s) criança(s)/ adolescente(s) que pretende adotar, em toda extensão do art. 205, da Constituição Federal?
9. O(A) pretendente reúne condições objetivas e subjetivas para se desincumbir adequadamente do dever de sustento da(s) criança(s)/ adolescente(s) que pretende adotar?
10. Existe alguma situação que mereça ser mais avaliada e/ou trabalhada antes da concessão da habilitação à adoção? Em caso positivo, qual? O que é necessário ser feito para concessão da habilitação de forma segura?
11. Os demais familiares do(a) pretendente, em especial os integrantes da família extensa, estão cientes e dão suporte à sua pretensão de adotar?
12. O(A) pretendente demonstra possuir conhecimento, maturidade e estabilidade emocional suficientes para desempenhar adequadamente todas as suas obrigações como pai/mãe, inclusive para lidar com as situações conflitivas inerentes ao desenvolvimento humano, particularmente no período da adolescência?

1 A avaliação é individual, e deve ser realizada após o(a) pretendente ter frequentado o curso preparatório a que se referem os arts. 50, §3º e 197-C, §1º, da Lei nº 8.069/90. É também importante, como em qualquer avaliação efetuada, que o técnico/perito especifique a metodologia empregada (número de entrevistas, tempo de duração, se houve visita domiciliar etc.).

Então, lendo assim parece uma sabatina, mas quando se responde com o coração não há o que temer, e vale lembrar que não há resposta certa ou errada, é somente uma forma de afirmar o que realmente se quer - Ser Pai e Mãe através da Adoção - e de conversar sobre o assunto, tirar dúvidas, definir perfis e firmar ideias!

Um grande beijo!!

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