Mamy Antenada: Parar ou Não Parar (de trabalhar): Eis a Questão?

Parar ou Não Parar (de trabalhar): Eis a Questão?

Olá Mamys,

Alguma de vocês já passou por esta difícil decisão?

Então, vou contar um pouquinho da minha história, quem sabe ajudo....

Sou formada em Engenharia Mecânica, pós graduada em Engenharia de Produção, Inglês fluente, vários cursos de atualização e MÃE de primeira viagem.
Quando a Luna nasceu, em 2011, a única certeza que eu tinha em relação à minha carreira, é que eu não a deixaria em segundo plano, jamais.
Imaginem eu, uma engenheira mecânica, completamente quadrada e racional, "abandonar" anos e anos de estudo para ficar apenas mãe?
Assim que acabou minha licença maternidade (na empresa onde eu trabalhava eram 6 meses e emendei com um mês de férias), voltei com força total para a área onde trabalhava e me dediquei muito para recuperar o tempo parada.
Bom, as primeiras semanas foram bizarras, as pessoas falavam comigo e eu estranhava até o volume de suas vozes, parecia que eu estava vindo de outro planeta... as luzes me incomodavam, o barulho do telefone, as reuniões looooooongas ..... demorei umas semanas para entrar nos eixos e me adaptar.
Com meu retorno ao trabalho, Luluba foi pra escolinha meio período e minha mãe ficava com ela o outro período.
No início, meu coração ficava apertado, porque ela demorou bastante para se adaptar à escola, mas, sempre fui muito prática nestes assuntos, se tem que ser feito, vamos lá fazer, sem choro e ponto final.
Pois bem, fiquei nesta rotina durante um ano e, durante este período, vi minha pequena pegar várias gripes, bronquiolite, virose, sapinho, sapão e tudo o que tem direito.
Mesmo com toda a praticidade que Deus me deu, meus limites para tantas doencites foram chegando ao fim, percebi que quando eu chegava do trabalho, cansaaaaaaaada, queria mais que ela dormisse logo, pra eu poder descansar, porque estava exausta.
Além do trabalho "oficial", quando chegava em casa tinha que arrumar tudo, organizar e deixar as coisas em ordem para o próximo dia; sem contar que durante a noite minha filha chamava umas duas ou três vezes.
Eu tinha certeza que não estava fazendo meu trabalho direito, pois a cabeça e o coração estavam presos à minha pequena, e também que não estava sendo uma boa mãe.
Até que um dia, a professora da Luna chamou todos os pais para uma reunião de fechamento de atividades e neste encontro, ela fez várias perguntas sobre nossos filhos e eu não sabia responder sobre a MINHA FILHA .... o que? eu acabara de me dar conta que eu não conhecia minha filha ..... saí de lá arrasada, com uma sensação ruim, e a certeza de ser a pior mãe do mundo.
Passaram-se alguns dias e sofremos um acidente doméstico, onde minha princesa fissurou o osso da canela e teve que ficar duas semanas com a perna engessada.
Pronto, este episódio foi a gota d'água.
Cheguei para meu marido e disse: NÃO AGUENTO MAIS, ESTOU SURTANDO .... após longa conversa, decidimos que eu daria um tempo na carreira, para me dedicar à Luna.
Na mesma semana, pedi demissão e passei o ano de 2013 inteiramente dedicado à minha filha.
É inacreditável a diferença no desenvolvimento dela. Ela se tornou uma criança extremamente confiante em si, faladeira, se expressa muito bem e muito mais amorosa.
Para mim, foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado, fiquei feliz e aliviada por poder participar de muito perto desta fase do desenvolvimento dela.
Durante este período que fiquei com ela desenhamos, pintamos, assistimos filmes uma, duas, sete vezes seguidas, cozinhamos e nos aproximamos muuuuuito.
Não me arrependo nem por um segundo da decisão que tomamos, mesmo agora, encontrando certa dificuldade para retornar ao mercado de trabalho.
Valeu muito!!!

E o que fica disto tudo? Seguir o coração, sempre!!!! Não há nada neste mundo que tenha valor maior que a felicidade =)

Bjbjbj




 
 

2 comentários:

  1. Post mais que perfeito. Sabe, quando a Carol nasceu, eu decidi que não iria trabalhar, que eu ia me dedicar a ela. Fiz assim nos três primeiros anos de vida da minha princesa. Posso dizer que participei de todos os momentos dela, de largar a chupeta até a aprender a guardar seus brinquedos. Só quando foi a escola, aos três aninhos, resolvi voltar a trabalhar.
    Sei o quando é difícil para as mães que tem que se despedir do filhote tão pequenininho, mas a vida segue e pensar que daqui a algum tempo, ele vai estar grandinho, faz valer a pena. A minha sorte é que dou aula e no período que a Carol estuda, eu trabalho. Com isso, participo do dever de casa, fazemos aula de inglês e até Pilates juntas.
    Se vc puder, acho que já vale toda a pena, largar por um tempo de ser profissional e se dedicar aos primeiros passos do seu bebê!
    Bjocas!
    Rose

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    1. Rose!!
      Adorei seu comentário!!!
      É uma decisão muito difícil, mas muito gratificante!
      Obrigada pelo carinho.
      Bjbjbj, Tati

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