Mamy Antenada: Método Pikler

Método Pikler

Olá Pessoal...

Na semana passada postamos sobre um Curso de Formação de Cuidadores de Crianças, que será realizado pela Casa lar Luz do Caminho (gratuito), e essa formação será de acordo com os Fundamentos do Método Pikler, que são os métodos adotados pela Casa Lar.
Para quem não conhece o Método, nem a pessoa que o desenvolveu, aqui vai um breve resumo...

Um dos mais importantes princípios da abordagem desenvolvida por Emmi Pikler é o de que o adulto deve estabelecer uma relação de confiança e interação com o bebê durante os principais cuidados como o banho, troca de fraldas, alimentação, etc. Além disso, o espaço é organizado para que o bebê possa se movimentar com mais liberdade desde muito cedo, o que proporciona maior autonomia (a criança conquista cada posição por si mesma na medida em que é capaz de manter sua postura) e melhor desenvolvimento motor.  

Emmi Pikler nasceu em 1902 em Viena onde passou a sua infância. Sua mãe, foi uma educadora de infância de profissão, seu pai, um artesão. Sua decisão de se tornar  pediatra a levou de volta para estudar medicina em Viena onde recebeu o título de  PhD em 1927 como especialista em  pediatria e cirurgia do Hospital Infantil da Universidade de Viena.
O Método Pikler  conhecido em todo o mundo, foi desenvolvido através de anos de pesquisas com bebês, onde Emmi percebeu  que atitudes vistos nas famílias e escolas, com intuito de acelerar o desenvolvimento motor da criança, como ajudá-la a ficar em pé, a andar, fazê-la sentar sem antes estar preparada, trazem como resultado uma criança insegura física e psicologicamente. A aplicação do método Pikler leva em consideração três princípios:
- Autonomia,
- Motricidade livre e Assistência Necessária,
- Respeito pelo ritmo e autonomia da criança. 
A aplicação do método respeitando os princípios tem como resultado crianças mais confiantes, alegres e  ativas. O mesmo percebe-se  nas  relações com os adultos, sejam eles educadores ou a própria família.
Diz-se que em Budapeste, "bebês Pikler" podem ser reconhecidos, mesmo quando forem mais velhos porque eles se movem com graça e liberdade. Segundo Pickler, isso se deve ao fato de ninguém  tê-los forçado sentar ou andar mas sim autorizados a aprender no seu próprio ritmo natural.

Emmi Pikler - Imagem Google


No site Educação de Crianças eu encontrei 2 textos muitos bons sobre o Método Pikler (traduzidos), que são interessantes tanto para pais quanto para educadores e cuidadores.
Para esse post não ficar extenso e chato de ler, coloquei o link ali no final para quem se interessar pelo assunto... e destaquei aqui o que achei interessante para desenvolver com a criança.

- Nunca pegue uma criança inesperadamente em seus braços de forma que seja surpreendente para ela. Chame-a, procure por seu olhar. Se ela está adormecida e ainda assim você precisa pegá-la, chame-a, gentilmente acaricie sua face, e espere até que ela acorde espreguiçando. Uma vez que o contato visual tenha sido estabelecido, diga a ela que você irá pegá-la. Sim, mesmo com um bebê de apenas alguns dias ou semanas de idade. Então, somente depois, estenda seus braços até ela.

- Os movimentos nunca devem ser excessivamente precipitados. Permita tempo suficiente ao bebê com seus gestos para que ele se prepare para o que vai acontecer. Por exemplo, toque-o suavemente, posicione suas mãos gentilmente sob sua cabeça e corpo, e então levante-o alguns instantes depois.

- Ajude-o também com palavras para prepará-lo para o que vai acontecer. Isso também significa que nós nunca ficamos em silêncio juntos, mas falamos com o bebê; mantemos uma conversa. Converse com ele sobre o que será feito, que tipo de roupas serão separadas para serem colocadas nele. Sobre que parte do seu corpo será tocada. Fale com ele, informe-o, não apenas enquanto a ação já está sendo feita, mas também antes dela começar: “Eu irei puxar o seu braço por cima da manga do casaco. Sim, este seu braço. Obrigada”. Acredite se quiser, o milagre irá acontecer com a idade de apenas alguns meses. Sorrindo, o bebê irá, embora incerto, levantar seu braço quando a mão do adulto tentar alcançá-lo. E que prazer é para o adulto, e que prazer para o bebê!

- O bebê precisa ser ouvido quando o adulto está cuidando dele. Ele precisa ser respondido. Em um relacionamento criado dessa forma o conteúdo da conversa será cada vez mais rico, e o bebê conseguirá respostas às suas manifestações. A cuidadora pode dizer, por exemplo, “Eu vejo que você gosta desse casaco bem quentinho. Sim, estou vendo, você está com sono agora. Você acabou de bocejar. Eu irei te colocar na sua cama em breve. Aqui estamos, eu irei te colocar na sua cama. E agora estou te cobrindo. Bons sonhos!” Um bebê de apenas alguns meses já absorve as palavras direcionadas a ele. E ele ajuda o adulto cuidador a ficar com ele com sua atenção – seus pensamentos, seu interesse – ainda que seja a terceira ou oitava criança cujas fraldas ele esteja trocando naquela manhã.


Posteriormente escreverei as minhas impressões sobre o Método, mas para isso preciso estudar um pouco mais e observar... o que já estou fazendo!






Bj Bj





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