Mamy Antenada: Adoção...

Adoção...

Olá Pessoal...

Esse assunto mega delicado tem sido recorrente aqui no Blog, até porque, todos sabem, eu e o Maridex estamos gestando o coração ha alguns anos... e é bem mais fácil falar sobre um assunto vivido (nós que não somos jornalista/repórter)!
Essa condição de pai e mãe adotivos sempre foi muito bem resolvido aqui em casa, entre eu e meu marido, pois sempre foi uma vontade, mesmo que tivéssemos nossos filhos biológicos. E como já escrevi em outros post's esse conceber e gestar é diferente... nem melhor, nem pior... apenas diferente. 
Conceber uma criança do coração é olhar para dentro de si e ver se você é capaz de amar alguém que não veio de você, geneticamente seu, com seu sangue, como é tão fácil amar um irmão, primo, sobrinho, e por aí vai... 
Você tem que materializar um serzinho em um papel, você tem que preencher um perfil da criança que quer adotar... e nessa hora confesso que é difícil, muuuuuito difícil... pois parece que você está escolhendo um filho como quem escolhe uma mercadoria. 
Gente... esse foi o meu sentimento quando preenchi essa ficha, pedi perdão a Deus e pedi que Ele me iluminasse nessa hora, para que ele colocasse o nosso filho, filha ou filhos ou filhas em nosso caminho... e pensei em tudo que queria passar com eles, choro, troca de fraldas, primeiros passos e palavras, introdução da comida sólida... tudo isso nos fez ir para um caminho nesse "perfil de criança".
Todos nós sabemos que a maioria dos casais adotantes querem adotar crianças menores, e que tem várias crianças maiores, aptas à adoção vivendo em abrigos. Mas não culpemos só aos casais que querem as crianças menores, não é, vamos combinar que a morosidade da justiça é um dos fatores para que essas crianças não sejam encaminhadas às famílias adotivas em um tempo menor, pois há crianças que ficam anos e anos nos abrigos até uma decisão final. 
Minha opinião... quando os pais adotivos estão bem resolvidos se querem realmente adotar, decididos quais as fases da criança que não abrem mão de passarem com ela e acompanhamento psicológico da família, diminuiria essa historinha de devolução de criança adotada... tipo você não pode devolver um filho parido né?! pra quem?? Mas isso tudo só dará certo com a colaboração da Justiça, fazendo seu papel com agilidade e eficiência, assumindo realmente a realização dos estudos necessários para a adoção e principalmente seguindo a LISTA NACIONAL DE ADOÇÃO, pois nós somos obrigados (por lei) a entrar em uma lista, mas eles não são obrigados (por lei) a seguirem!

Vou postar durante essa próxima semana algumas reportagens sobre Adoção, feita pela Band Santa Catarina, o repórter é um grande amigo nosso, o Marcos Franzoni. 
Vale assistir e pensar... esse é o primeiro vídeo da série!!





Bj Bj




2 comentários:

  1. Amiga querida, esse assunto mexe muito comigo. Semana que vem, teremos uma entrevista com a assistente social, já passamos pela psicóloga e depois vamos passar pelo curso para habilitação e só assim, entrar na fila nacional da adoção.
    Me senti tbm como se eu tivesse escolhendo qualquer coisa, menos uma criança. É um sentimento de estranheza, por ter q escolher daquela maneira. Mas não tem outro jeito.
    Bjoss
    Rose

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    1. Oi Rose querida!!!
      Aqui em SC fizemos o caminho inverso... primeiro o curso.
      Infelizmente não tem outro jeito de escolher né?! Fico chateada quando me olham com aquela cara... "Aiii, escolheram um bebê, vai demorar mais você sabia..." Aaafff... Aí respondo: "Escolhemos o que o nosso coração está apto a receber e amar!"... porque há tanto julgamento??
      Que Deus ilumine os passos de vocês rumo aos filhotes!!!

      Bj Bj
      Pri

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