Mamy Antenada: Obesidade x Fertilidade

Obesidade x Fertilidade

Olá Pessoal,

O post de hoje é para as Tentantes que estão acima do peso, o que pode interferir na possibilidade de gestação, em riscos durante a gestação, e na saúde de seu bebê. 

Imagem Google


Segundo a AMB (Associação Médica Brasileira), no Brasil, mais de 65 milhões de pessoas, 40% da população, está com excesso de peso, enquanto 10 milhões são considerados obesos. 
A Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, realizada em parceria entre o IBGE e o Ministério da Saúde, analisando dados de 188 mil pessoas brasileiras em todas as idades, mostrou que a obesidade e o excesso de peso têm aumentado rapidamente nos últimos anos, em todas as faixas etárias. O excesso de peso em homens adultos saltou de 18,5% (1974-75) para 50,1% em 2008-09, o das mulheres, foi de 28,7% para 48%. Nesse panorama, destaca-se a Região Sul (56,8% de homens, 51,6% de mulheres).

Durante a gravidez, a obesidade pode ocasionar problemas para mãe e filho. O Grupo IVI realizou um estudo interno com 9.122 pacientes em 2012 nas dezessete clínicas espanholas e constatou que 22% das mulheres que realizam um tratamento de reprodução assistida em nossas clínicas da Espanha têm problemas de sobrepeso. 
No Brasil, de 1.430 pacientes da clínica de Salvador que iniciam tratamento 24% chegam com problemas de excesso de peso, Em São Paulo, não foi realizado um estudo completo, no entanto, estimam uma porcentagem muito superior: em torno de 30-40% das mulheres que buscam o IVI em São Paulo para um tratamento de infertilidade têm sobrepeso.
Considerando os valores estabelecidos pela OMS (Organização Mundial de Saúde), o Índice de Massa Corporal (IMC) deve estar entre 18,5 e 24,9 para ser normal. Todas aquelas pessoas que estão abaixo desta média são consideradas com déficit de peso e acima de 25 são consideradas com excesso de peso ou obesas.

Peso ideal, gravidez ideal

O excesso de peso ou obesidade pode ser uma das dificuldades para conceber um filho, por este motivo, antes de ficar gráfica ou submeter-se a um tratamento de reprodução humana, os ginecologistas recomendam um plano de redução de peso e modificar os maus hábitos nutricionais ao menos entre três e seis meses antes de buscar o bebê de maneira natural ou, antes do tratamento de reprodução assistida. “É importante que os profissionais da saúde façam um assessoramento pré-natal sobre o controle de peso nas mulheres que desejam conceber para prevenir e tratar esta epidemia”, explica o Dr. Bellver, ginecologista do IVI Valência e autor do estudo Female obesity: short- and long-term consequences on the offspring (Obesidade feminina: consequências a curto e longo prazo na descendência).

O risco de complicações obstétricas é três vezes maior em obesas, aumenta as taxas de aborto com o dobro de risco de morte fetal que as mulheres com peso normal e de parto prematuro. “A obesidade não só afeta a mulher na gravidez e pós-gravidez, também é um fator de risco importante para doenças crônicas, como doenças cardíacas, síndrome metabólica e diabetes tipo II, na adolescência e na idade adulta de seus filhos; razão pela qual é recomendável engravidar estando em um peso normal para ter melhor resultado obstétrico”, afirma Dr. Bellver.


Programação fetal: mães obesas, filhos obesos

O estudo Female obesity: short- and long-term consequences on the offspring, demonstra que o excesso de peso não apenas tem consequências para as mães, mas também ao desenvolvimento de sua descendência.
Isto acontece porque as condições no útero materno têm efeito sobre a fisiologia fetal conhecida como “programação fetal”, ou seja, o ambiente onde se desenvolve o feto condiciona seu desenvolvimento durante a vida pós-natal e adulta. Este conceito é também chamado “memória metabólica” e influencia, por exemplo, que a obesidade seja um problema perpétuo e autogerido.
Neste sentido, os filhos de mães com excesso de peso têm 40% mais probabilidade de padecer de obesidade, o que sugere que alguns mecanismos contra a obesidade sejam estabelecidos antes do parto. “É evidente que a compreensão de padrões procedentes das diferentes gerações na família, tanto por parte do pai, quanto por parte da mãe, podem ser particularmente importante para desenhar estratégias preventivas com o objetivo de diminuir a obesidade”, conclui Dr. Bellver.

Você sabia?
- Se a mãe está dentro do IMC normal e o pai é obeso, o risco de obesidade afetaria só os filhos homens e não as filhas mulheres. No entanto, se a mãe é obesa isto afeta tanto os descentes homens como mulheres.
- Os fatores raciais e étnicos claramente afetam a tendência a engordar durante a gravidez: Mulheres afrodescendentes são mais propensas a ganhar peso em excesso durante a gravidez e as asiáticas têm maiores possibilidades de ganhar menos peso que o recomendado.
Texto de IVI Reprodução Humana, de 28 de junho de 2013.



Sobre o IVI
Com sede em Valência, na Espanha, o instituto iniciou suas atividades em 1990. Possui 23 clínicas, em 7 países e é líder europeu em medicina reprodutiva.
Desde 2010 está no Brasil, em Salvador e desde 2012, o instituto chega a São Paulo. Em ambas as ocasiões, através de parcerias com especialistas já consagradas no país (respectivamente Dra. Genevieve Coelho e Dra. Silvana Chedid). Com a chegada do IVI ao país, chegam também novas técnicas para o tratamento da infertilidade no Brasil, como a vitrificação de óvulos, o diagnóstico genético pré-implantacional e a embrioscopia.

Mais informações
IVI: Salvador (71) 3014-9999; São Paulo (11) 3266 7733
Sirlene Zamboni Cervera: 11 9418 9484

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