Mamy Antenada

Adoção sem preconceito #memesdasemana

Olá Pessoal!!

Toda semana tem um Meme novo rolando na Internet!

Mas, você sabe o que é um Meme?
Meme é um termo grego que significa imitação. O termo é bastante conhecido e utilizado no "mundo da internet", referindo-se ao fenômeno de "viralização" de uma informação, ou seja, qualquer vídeo, imagem, frase, ideia, música que se espalhe entre vários usuários rapidamente, alcançando muita popularidade. (fonte: www.significados.com.br).

E nessa semana, o meme da vez é a frase: "Por que você não Amadurece?" seguido da frase debochada com a lingua do I! A imagem que circula com o meme é a do personagem Aaron Bailey (Miko Hughes), da série "Full House".

E para acompanhar o ritmo das redes fizemos alguns com aquelas frases mais inconvenientes que rolam quando escolhemos formar nossa família através da adoção!!

Então se você gostou, já ouviu, ou que dar aquela indireta para uma pessoa indiscreta é só copiar e compartilhar!!









#adoção #xôpreconceito #worldadoptionday #diamuldialdaadoção

Parto da Gestação do Coração II - As contrações continuaram e a Érica nasceu!

Olá Pessoal!!

Marido no futebol, crianças dormindo e depois de 1 mês consegui parar na frente do computador para deixar registrado aqui no blog o nascimento da Érica!
Esse texto abaixo foi escrito e reescrito e colocado na pagina de rascunho algumas vezes. O parto dela foi demorado e de alto risco, várias audiências no Tribunal de Justiça adiadas e recursos impetrados, até a decisão final de destituição do poder familiar.
Então vamos lá... aqui está...



Minhas contrações não se findaram após o nascimento do Marcos, quando retornamos para casa no dia 14 de março de 2016. Eu estava gravida do coração de gêmeos, de idades diferentes, Érica com 3 meses e Marcos com 11 anos (na época), e as dores só aumentaram, pois tive que deixar parte do meu coração na Casa Lar, minha filha, irmã biológica do Marcos.

Eu era um misto de alegria, por estar indo pra casa com o meu filho; medo, por não saber o que a maternidade me reservava; e tristeza por deixar a Érica.

Os quatro dias que ficamos na cidade, para a adaptação foram bons, na medida do possível. Fazer a adaptação em uma cidade que não é a sua de domicilio requer um jogo de cintura, energia e dimdim extra. E eles estavam numa comarca que não dava para ir e vir nos finais de semana, era longe, bem longe. Então tínhamos que ficar alguns dias para para fazer a aproximação e decidir.
Logo que chegamos à Casa Lar nos informaram que não poderíamos sair com a Érica da Casa Lar, muito menos poderíamos pensar em traze-la para casa - o seu processo de destituição familiar ainda não tinha sido julgado. 

Então, no dia do retorno pra casa, quando entrei no carro e não segurei o choro. Meu marido estava sendo forte, na minha frente e principalmente na frente do Marcos. A psicologa da casa lar já tinha conversado com ele e explicado por que a Érica não poderia vir com a gente, e ele, no auge dos seus 11 anos sabia muito bem. Eu com quase 40 não consegui assimilar, e nem segurar o choro.
Foram 4 dias de muita fofurice, e deixar meus olhos azuis e cabelos loiros era injusto pra mim!

O tempo foi passando, as audiências sendo adiadas e ela crescendo no abrigo, e foram quase 7 meses de espera, e 9 meses desde que soubemos deles (uma gestação biológica) até a sua chegada. 

É claro que sentia a sua falta diariamente, não sei explicar a dor de ter um filho longe, mas era necessário esse tempo. O tempo certo de Deus, pra mim, pro Marcos e pra Érica. Pude aproveitar os amores e desabores dos dois partos e adaptações.

Ela fará 1 ano e 2 meses em breve, tem olhos azuis, pele clarinha e uma enorme semelhança com a minha avó paterna, e é por isso que a chamo aqui de Érica, nome da minha avó.

As contrações desse parto se encerraram, Érica nasceu para nossa família, ou melhor, Érica está em casa.

Espero em breve revelar seus verdadeiros nomes, e claro, poder mostrar seus lindos rostinhos. Nossa, como quero dividir isso com vocês, que sempre estiveram aqui me apoiando desde o começo dessa gestação (e foram longos 4 anos!), mas é só questão de tempo, eles são meus filhos e isso ninguém mais pode mudar!!

Um grande beijo no coração de vocês!!




Depressão Pós Adoção

Hoje quero compartilhar com vocês um assunto muito importante que ronda a Adoção e a Maternidade, muitas das vezes pouco falada, e quando falada é com um certo ar de vergonha ou descaso - É a Depressão.

Sim, ela existe!!
Sim, ela pode se manifestar nas mães que adotam - A Depressão Pós Adoção!!
Sim, ela tem que ser vista de forma singular e especial!!
Sim, eu estive na beira de entrar nela!!

Muito se fala na depressão pós parto, que está ligada também as alterações hormonais da mulher após a gestação, além da mudança de rotina, não sendo uma simples tristeza que com o passar dos dias some. A depressão limita a mulher, tarefas rotineiras se tornam um fardo pesado e a irritabilidade toma conta.

Quando o Marcos chegou eu quis ser a UNICA e MELHOR MÃE pra ele, me desdobrava em mil para atender as expectativas dele e da "sociedade" (digo: todos aqueles que me rodeavam). Casa, comida e roupa lavada, horas de carinho e atenção exclusiva, horas de estudo e da leitura, fora as saídas para médicos, psicólogo e fonoaudiólogo. Esse ritmo frenético durou algumas semanas. Eu estava exausta, me anulando como mulher e como esposa, exigindo que meu marido tivesse esse mesmo pique. E quando algo não saía como eu tinha imaginado, Marcos brigava no colégio, respondia pra professora, se negava a estudar, fazia birra para fazer a tarefa, reclamava quando solicitava a sua ajuda na organização da casa, era como se um caminhão de 2 toneladas estacionasse nas minhas costas, e ficasse ali até a hora de ir deitar (quando não resolvia ficar até o dia seguinte).
A bendita teoria do Expectativa X Realidade.
Mas eu não podia reclamar e desabafar, pelo menos eu achava isso. Desejei, lutei, esperei tanto por esse filho. Como eu poderia reclamar? Como poderia chegar para uma pessoa e dizer: Não aguento mais! Tô cansada! Não era como tinha sonhado! 
Por diversas vezes me questionei: Onde fui amarrar meu bode? Estava tudo tão bem, eu e meu marido, fazia o que queria a hora que queria. Por mais que sempre afirmasse que não havia diferença entre o filho biológico e o adotivo me perguntava se sentiria aquilo se tivesse parido. Como poderia saber se nunca tinha parido?
E a culpa, até por esses pensamentos, me deixavam muito, mas muito mal.
Num belo dia, sentei na beirada da cama, com as mãos entre as pernas e falei pro marido que não estava mais aguentando, que estava difícil, que estava sem forças. 
Chorei. 
Ele me abraçou e acolheu, disse que era assim mesmo, essas cobranças viriam de qualquer jeito, pela maternidade biológica e pela maternidade através da adoção. Me disse que foi tudo semelhante no exercício da paternidade da primeira filha dele, a Tayna. 
Chorei mais um pouco e resolvi me dar uma chance.

Me propus viver um dia de cada vez, tipo AA: "Hoje, somente hoje!". 
Me propus a me cobrar menos, o que não consegui fazer hoje posso fazer amanhã (listo as prioridades das prioridades). E também não me cobro pelas atitudes dos outros, principalmente do Marcos. Tento não me penalizar e sim juntar forças para direcionar da melhor forma a solução do problema que nos afeta.
Me propus a tirar um tempo pra mim, fazer o que eu gosto, por alguns minutos ou horas.

E também, procurei a ajuda de um psicólogo, para poder entender alguns sentimentos e buscar outras opiniões e visões sobre o assunto. Além de conversar com amigas que passaram pelo mesmo processo que eu. Encontrei belas amigas que me ouviram sem qualquer tipo de julgamento e me ajudaram muito nesse processo.

E eu espero que esse post tenha ajudado alguma pessoa que esteja passando por algo assim ou parecido, fico feliz se ajudar!!

Bj Bj




Nesse mês de Setembro ocorre o Mês Amarelo - mês de Conscientização sobre a Prevenção do Suicídio, com o objetivo de alertar a população a respeito da realidade de suicídio no Brasil e suas formas de prevenção.