Mamy Antenada

Depressão Pós Adoção

Hoje quero compartilhar com vocês um assunto muito importante que ronda a Adoção e a Maternidade, muitas das vezes pouco falada, e quando falada é com um certo ar de vergonha ou descaso - É a Depressão.

Sim, ela existe!!
Sim, ela pode se manifestar nas mães que adotam - A Depressão Pós Adoção!!
Sim, ela tem que ser vista de forma singular e especial!!
Sim, eu estive na beira de entrar nela!!

Muito se fala na depressão pós parto, que está ligada também as alterações hormonais da mulher após a gestação, além da mudança de rotina, não sendo uma simples tristeza que com o passar dos dias some. A depressão limita a mulher, tarefas rotineiras se tornam um fardo pesado e a irritabilidade toma conta.

Quando o Marcos chegou eu quis ser a UNICA e MELHOR MÃE pra ele, me desdobrava em mil para atender as expectativas dele e da "sociedade" (digo: todos aqueles que me rodeavam). Casa, comida e roupa lavada, horas de carinho e atenção exclusiva, horas de estudo e da leitura, fora as saídas para médicos, psicólogo e fonoaudiólogo. Esse ritmo frenético durou algumas semanas. Eu estava exausta, me anulando como mulher e como esposa, exigindo que meu marido tivesse esse mesmo pique. E quando algo não saía como eu tinha imaginado, Marcos brigava no colégio, respondia pra professora, se negava a estudar, fazia birra para fazer a tarefa, reclamava quando solicitava a sua ajuda na organização da casa, era como se um caminhão de 2 toneladas estacionasse nas minhas costas, e ficasse ali até a hora de ir deitar (quando não resolvia ficar até o dia seguinte).
A bendita teoria do Expectativa X Realidade.
Mas eu não podia reclamar e desabafar, pelo menos eu achava isso. Desejei, lutei, esperei tanto por esse filho. Como eu poderia reclamar? Como poderia chegar para uma pessoa e dizer: Não aguento mais! Tô cansada! Não era como tinha sonhado! 
Por diversas vezes me questionei: Onde fui amarrar meu bode? Estava tudo tão bem, eu e meu marido, fazia o que queria a hora que queria. Por mais que sempre afirmasse que não havia diferença entre o filho biológico e o adotivo me perguntava se sentiria aquilo se tivesse parido. Como poderia saber se nunca tinha parido?
E a culpa, até por esses pensamentos, me deixavam muito, mas muito mal.
Num belo dia, sentei na beirada da cama, com as mãos entre as pernas e falei pro marido que não estava mais aguentando, que estava difícil, que estava sem forças. 
Chorei. 
Ele me abraçou e acolheu, disse que era assim mesmo, essas cobranças viriam de qualquer jeito, pela maternidade biológica e pela maternidade através da adoção. Me disse que foi tudo semelhante no exercício da paternidade da primeira filha dele, a Tayna. 
Chorei mais um pouco e resolvi me dar uma chance.

Me propus viver um dia de cada vez, tipo AA: "Hoje, somente hoje!". 
Me propus a me cobrar menos, o que não consegui fazer hoje posso fazer amanhã (listo as prioridades das prioridades). E também não me cobro pelas atitudes dos outros, principalmente do Marcos. Tento não me penalizar e sim juntar forças para direcionar da melhor forma a solução do problema que nos afeta.
Me propus a tirar um tempo pra mim, fazer o que eu gosto, por alguns minutos ou horas.

E também, procurei a ajuda de um psicólogo, para poder entender alguns sentimentos e buscar outras opiniões e visões sobre o assunto. Além de conversar com amigas que passaram pelo mesmo processo que eu. Encontrei belas amigas que me ouviram sem qualquer tipo de julgamento e me ajudaram muito nesse processo.

E eu espero que esse post tenha ajudado alguma pessoa que esteja passando por algo assim ou parecido, fico feliz se ajudar!!

Bj Bj




Nesse mês de Setembro ocorre o Mês Amarelo - mês de Conscientização sobre a Prevenção do Suicídio, com o objetivo de alertar a população a respeito da realidade de suicídio no Brasil e suas formas de prevenção.

Volta ao Trabalho após a Adoção!

Ontem foi o meu primeiro dia de trabalho depois da Adoção do Marcos!

Eu estava num misto de sentimentos, empolgada e triste. Voltaria a ser a Priscilla, Bióloga e por algumas horas deixaria de ser a Priscilla, mãe do Marcos.
Claro, nunca deixarei de ser a Priscilla, mãe do Marcos, mas durante 6 horas meu foco principal mudará e será animaizinhos, plantinhas, projetos, pesquisa, Unidades de Conservação.
Meio estranho para quem durante 6 meses só tinha pensamentos e ações para o filho, marido e casa, e confesso que um pouco anulada, o que gerou um certo estresse no começo.
Nos últimos meses vinha sentindo falta do meu trabalho, de sair para o trabalho, de me arrumar para ir trabalhar, dos papos com as minhas colegas que raramente envolviam filhos, rolavam mais papos de comida, moda, maquiagem, ah claro, bichinhos, área de preservação, plantinhas. Vinha me preparando nas ultimas semanas para esse retorno, preparando o Marcos e o Marido, já que nossa rotina iria mudar e no começo alguns ajustes são necessários.

Quando o Marcos retornou para aula o ultimo semestre (após as férias de julho) já voltou frequentando o período integral, no período da manhã com as atividades pedagógicas normais da série que frequenta e a tarde com atividades extracurriculares. No colégio, no contra turno, ele faz as tarefas, estuda, faz a hora da leitura, brinca e faz um esporte (o Taekwondo). E pra gente foi muito boa essa decisão, pois eliminamos (quase por completo) nossas batalhas diárias pelos estudos, onde eu saía exausta psicologicamente no final de cada dia. E o Marcos se tornou um menino muito mais responsável em relação aos estudos.

Lembrem-me de fazer um post só sobre isso, tenho uma ótima e divertida história sobre a primeira semana de prova! O foco hoje é a minha volta ao trabalho!!

Expliquei a ele que eu voltaria a trabalhar e que o papai estaria de serviço nesse dia também, e que a "Tia" tomaria conta dele até a mamãe e o papai chegarem do serviço. Vou chamar minha amigona assim para preservar sua identidade, ela adotou 2 irmãos do Marcos, chamamos isso de Adoção Casada, onde há um grupo grande de irmãos e eles são separados, mas as famílias são da mesma região para que as crianças possam manter o vinculo familiar. Marcos ficou super empolgado mas a logo perguntou a que horas iríamos buscar. Coloquei uma meia hora a mais do horário que acharia que chegaria para não gerar muita ansiedade. Marcos não tem relógio, mas é ligado nessa história de horário e fica o tempo todo perguntando quando está esperando alguém (passei boas quando o Silvio estava de serviço e se aproximava a hora da chegada dele: "Mãe, o pai tá demorando de mais hoje, o que será que ele tá fazendo?").
Nesse quesito ele não deu trabalho para a Tia, e em nenhum outro, se comportou muito bem (rezei a missa antes de ir pro colégio, hehe!), brincou bastante com os irmãos e até foram fazer um mega lanche (ele queria um X-Salada doce, mas a tia não deixou. Valeu tia, mamãe também não teria deixado a formiga comer um X-salada doce!!).

Peguei um super transito indo para o trabalho, ainda bem que saí mais cedo para pegar o Busão, siiiiiimmm, vou de ônibus para o trabalho, vou tranquila, com motorista, e quando tenho sorte vou bem sentadinha, ontem consegui ir sentada na escadinha do ônibus - puro "Gramúr"!!
Para seguir com a maré de sorte do primeiro dia, cheguei no prédio e tinham mudado a forma de entrada, teria que ter a digital e para ajudar o vigilante era novo e não me conhecia. Cheguei a tirar quase toda as coisas da bolsa na mesa dele até achar o meu crachá. 
Beleza, entrei, e agora vou bater meu ponto, #SQN! Depois de 6 meses a maternidade corroeu meu cérebro e não lembrava meu login e senha... senta e chora?
Tento ligar meu computador para verificar 6 meses de emails não abertos e cadê a internet?
Aí sai Priscilla, Bióloga, pra resolver esses problemas! Ligar para o pessoal da informatica pra resolver o login, senha e internet, ir no outro prédio (nossa instituição é dividida em 2 prédios!) cadastrar os dedinhos que me dão passe livre no prédio!! Nesse meio tempo encontrei com vários colegas que queriam saber como todos estavam, como foi a adaptação do Marcos, como ele estava no colégio... e assim passou o dia, quando vi já estava na hora de bater o ponto de saída e esse eu consegui pq já tinha meu login e senha recuperados, ebaaaa!!

Fui até o trabalho do Silvio para pegar uma caroninha para irmos juntos busca-lo, pois o combinado era que, quem chegasse primeiro em casa pegaria o filhote na casa da Tia.
Chegando lá, uma felicidade só!! Dele, de nos ver e nós de vê-lo tão bem e feliz! Abraços e beijos, eu dizendo que estava com muita saudade e ele também! 
Parece que 100Kg foram tirados das minhas costas, sabendo que ele se comportou bem, aproveitou bem, se divertiu... que meu filho está se desenvolvendo como indivíduo, fazendo conexões de relacionamento, se sentindo confiante e seguro.

E assim eu vou para o segundo dia de trabalho mais tranquila, e hoje é o papai que vai busca-lo, já que está de folga... será o que vão aprontar nas horas sem a mamãe? Tomara que um belo jantar para quando eu chegar em casa!!

Bj Bj 

p.s.: Não tive direito a Licença Maternidade pois adotei uma criança com mais de 6 anos. Saiba mais aqui ----> Adoção - Não tive direito a Licença Maternidade





Torta de Banana com Chocolate - Torta São Tomé!

Olá Pessoal,

Hoje vou dividir com vocês a receita da Torta que fiz nesse findi e foi o maior sucesso nas redes sociais e aqui em casa. Batizei a torta de "Torta São Tomé", porque até o ultimo momento estava acreditando que não iria dar certo, não acreditava vendo, só provando, e depois que provei.... Nossaaaaa... Ela é boa mesmo!!


É super fácil de fazer, e você vai precisar de:
- 4 ovos;
- 1 colher de chá de essência de baunilha;
- 1 1/2 xícaras de farinha de trigo;
- 1 1/2 xícaras de açúcar;
- 1 colher de sobremesa de canela;
- 1 colher de sopa de fermento em pó
- 100 gramas de margarina derretida;
- Bananas maduras
- 1 barra de chocolate (eu usei ao leite, na receita era suflair)
- 1 forma desmontável, untada e enfarinhada.

Em um recipiente misture: a farinha, o açúcar, a canela, o fermento.

Em outro recipiente: bata os 4 ovos, com a essência de baunilha por 5 minutos.

Descasque as bananas e corte-as ao meio longitudinalmente.

Agora vem a montagem:

Cubra o fundo da forma com metade das bananas.
Regue as bananas com metade da margarina derretida.
Espalhe por cima metade da mistura seca (da farinha, açúcar, canela e fermento).
Coloque por cima metade da mistura de ovos batidos.
Repita mais uma vez o processo: banana, margarina, farinha e ovos.

Leve ao forno pré aquecido à 180ºC por 40 minutos.

Depois disso, com a torta ainda quente, enfie os pedacinhos de chocolate por ela.
Você pode servir ela morna, e deve ficar ainda melhor acompanhada de uma bola de sorvete de creme. uuunnhhuuummmm...



 A forma de desmontar deve estar bem fechada pois a banana verte água. Fique de olho porque cada forno tem um time. Eu, da próxima vez, deixarei uns minutinhos a mais, e também estou pensando em testar com maçãs, o que acham?


Esse foi o único pedaço que sobrou, mas apagaram a luz e ele sumiu rapidinho!!

Vou deixar o vídeo que explica passo a passo a montagem para ser mais fácil de entender!!



Bj Bj e se fizerem me contem como ficou!!